A chuva do céu

A chuva do céu

Quero compartilhar com você sobre chuva do céu. A seca e a chuva fazem parte da nossa vida. Temos passado dias de seca, mas a chuva abundante vem sobre nós. O fato é que não gostamos muito das estações. Queríamos que tudo fosse igual.

Mas as oscilações fazem parte da nossa vida: calor e frio, seca e chuva, nisso está a beleza da vida. Altos e baixos é prova de que o nosso coração está batendo e estamos vivos. Às vezes, somos levados ao vale da sombra da morte e saímos dos pastos verdejantes, mas tudo é para o nosso crescimento, o Senhor está conosco.

Existem os tempos de Deus. No grego, há duas palavras para tempo:

kronos e kairós. Cronos é o tempo como contado em nossos relógios, é o tempo cronometrado; kairós fala de estações, ciclos, tempos específicos preparados por Deus para nos abençoar, tempos do favor e da graça de Deus sobre nós.

Nós temos estações na vida, tempos de seca, que são tempos de testes, tempos de preservar o que já temos, mas quando começa a chuva, então precisamos preparar a terra para recebê-la.

Ela vem no kairós de Deus. Irmãos eu sinto que está chegando o tempo de abundante chuva sobre nós como igreja.

Pedi ao SENHOR chuva no tempo das chuvas serôdias, ao SENHOR, que faz as nuvens de chuva, dá aos homens aguaceiro e a cada um, erva no campo.      

(Zc 10.1) 

Existe um tempo de chuva sobre nós, e isso traz boas expectativas ao nosso coração. Se na seca temos experimentado bênçãos, o que não será no tempo do aguaceiro?

Nesta noite quero encorajar você a alegrar o seu coração! Dias muito melhores estão diante de nós!

Mas o que o Senhor nos orienta nesse momento?

1 – Há muitas palavras para chuva e duas são as mais usadas: york e melcochi 

Essas duas palavras falam das chuvas temporãs e serôdias, as primeiras e as últimas chuvas.

Na Bíblia, sempre há as duas.

Em primeiro lugar, é algo profético. Em Atos, no Pentecostes, foram as chuvas temporãs, havia um grande mover ali. Havia ensino, cura, prosperidade e grande crescimento da igreja.

Mas as últimas chuvas são os últimos dias, os quais nós estamos vivendo. Dias do arrebatamento. E estas serão mais abundantes do que as primeiras. Serão torrenciais, serão abundantes.

Essas duas chuvas também se aplicam a nós. São ciclos de crescimento. Israel é um exemplo para nós. Tudo o que se refere a Israel é tipológico na Palavra de Deus.

Não pode haver chuva todo o tempo, pois assim não haveria lavoura. A chuva precisa acontecer no tempo certo. Chove para plantar e chove para colher, e, entre essas duas estações, é preciso haver sol. Tudo acontece no seu devido tempo.

A bíblia diz que aos doze anos, Jesus não estava no templo ensinando os doutores; antes, estava fazendo perguntas (Lc 2.46). O Deus que se fez carne não estava fazendo afirmações, mas perguntas. Somente aos trinta, Ele ensinou, porque antes não era o tempo, o kairós de Deus.

Tudo fora do tempo gera muito problema. Alguns deixam passar o tempo da oportunidade, como Israel, onde Jesus chorou ao entrar. Não reconheceram o tempo da oportunidade.

Outros, no entanto, com medo de perder a oportunidade, querem fazer as coisas antes do tempo, mas Jesus, com doze anos, apenas fazia perguntas. Isso é sabedoria.

Existe o tempo de Deus e a chuva de Deus. A primeira menção de chuva temporã e serôdia está em Deuteronômio 11.14.

Darei as chuvas da vossa terra a seu tempo, as primeiras e as últimas, para que recolhais o vosso cereal, e o vosso vinho, e o vosso azeite. (Dt 11.14). 

Ele não manda a chuva o tempo todo, mas quando manda, temos mais abundância de pão, vinho e azeite. Quando a chuva vem, há abundância, pão e vinho; abundância de revelação.

A primeira menção da chuva está associada ao suprimento do Senhor, mas, no verso 10, o Senhor faz uma comparação importante entre Canaã e o Egito.

Porque a terra que passais a possuir não é como a terra do Egito, donde saístes, em que semeáveis a vossa semente e, com o pé, a regáveis como a uma horta; mas a terra que passais a possuir é terra de montes e de vales; da chuva dos céus beberá as águas; terra de que cuida o SENHOR, vosso Deus; os olhos do SENHOR, vosso Deus, estão sobre ela continuamente, desde o princípio até ao fim do ano. (Dt 11.10-12). 

Uma característica básica do Egito é que não chove. Se você olhar em um mapa só verá vida na região cercada pelo Rio Nilo. No Egito, não chove. Chove apenas nas montanhas, a cinco mil quilômetros, e a chuva desce para lá e mantém o rio cheio.

Mesmo o mundo tem um suprimento que é misericórdia de Deus. No Egito, no tempo da chuva, eles fazem apenas um buraco com o pé e ela vem e dá-lhes a colheita. Essa é uma característica de quem vive no Egito, ele olha para o chão o tempo todo, não chove e o sustento vem do solo irrigado pelo Nilo.

Mas a chuva mesmo é só para o seu povo em Canaã. No Egito, eles olham só para o chão, não dependem de Deus, têm uma medida de provisão, mas o povo de Deus bebe das águas dos céus.

Na bíblia o Egito aponta para o mundo, No mundo, nós olhamos para o chão, mas, em Canaã, olhamos para o céu, dependemos de Deus, não confiamos no nosso braço. Ensinamos com base na revelação, e não no entendimento.

Não queremos viver confiados no que conquistamos, mas no que Deus nos deu. Quando o povo de Israel estava no deserto, eles tinham nuvens, mas nunca choveu, porque só chove em Canaã.

Não chove no Egito porque não há lá a bênção de Deus. Não chove no deserto porque nele não é lugar de vida, é tempo de teste. Há sombra no deserto, há maná do céu, água da rocha, mas não há chuva, porque chuva é só quando entramos na posição que o Senhor tem para nós, de vencedor.

No deserto, ainda se está confiado no merecimento próprio, e esta é a única coisa que a lei pode fazer, sombra, nunca chuva. A lei só traz seca, Canaã tem chuva. O Espírito Santo nos diz que a chuva está vindo sobre nós, trazendo vida e prosperidade. Chuva, no entanto, não é bênção individual, é bênção coletiva. Quando chove em um lugar, chove para todos. A chuva é para nós como igreja, para sua célula.

Delas e dos lugares ao redor do meu outeiro, eu farei bênção; farei descer a chuva a seu tempo, serão chuvas de bênçãos. (Ez 34.26). 

O outeiro aqui é o monte Sião, a igreja. Alguns irmãos só aparecem na igreja no dia da ceia ou no fim do ano. Você é filho, mas é muito importante que você esteja na vida da igreja, e não apenas frequente para o seu bem.

Estar na igreja é estar na chuva, muitos não entendem isso. Não desfrutam de muitas bênçãos porque não estão na vida de chuva na igreja. Não se envolvem.

Porque, assim como descem a chuva e a neve dos céus e para lá não tornam, sem que primeiro reguem a terra, e a fecundem, e a façam brotar, para dar semente ao semeador e pão ao que come. (Is 55.10)

Deus dá tudo como semente para colhermos. Venha receber a semente da palavra e você colherá, porque estará na chuva. Tudo na sua vida é uma questão de semente, que precisa ser plantada e regada por meio da palavra.

Assim será a palavra que sair da minha boca: não voltará para mim vazia, mas fará o que me apraz e prosperará naquilo para que a designei. (Is

55.11). 

A chuva que Deus vai liberar sobre você nesses dias serão palavras – sementes – que serão liberadas sobre você. Você deve crer e semeá-las. Nesse tempo de chuva, você pode semear, o Senhor garante que vai geminar.

2- Peça chuva no tempo da chuva

Pedi ao SENHOR chuva no tempo das chuvas serôdias, ao SENHOR, que faz as nuvens de chuva, dá aos homens aguaceiro e a cada um, erva no campo. 

(Zc 10.1). 

Este é um mistério da oração, Ele quer que peçamos. Ele quer se relacionar conosco na sua bondade. Ele não precisa de nada e nem de ninguém, mas decidiu fazer junto conosco.

Ele cura, prospera, mas deseja um relacionamento. Quando você pede, você libera fé. Não seja passivo com a desculpa de estar na graça. Você não pode colher sem semear.

Semear é se envolver. No tempo da chuva, envolva-se, peça, porque Ele quer dar.

Efésios 1.3 diz que já somos abençoados, por isso pedimos com fé, sem duvidar. Ele diz que já somos não para não pedirmos, mas para pedirmos com confiança.

No primeiro ano do seu reinado, eu, Daniel, entendi, pelos livros, que o número de anos, de que falara o SENHOR ao profeta Jeremias, que haviam de durar as assolações de Jerusalém, era de setenta anos. Voltei o rosto ao Senhor Deus, para o buscar com oração e súplicas, com jejum, pano de saco e cinza. (Dn 9.2,3).

Daniel sabia que viria o fim do cativeiro, e justamente porque sabia, ele orou. O noivo certamente vem, mas será quando o Espírito e a noiva estiverem clamando juntos. Deus faz por oração.

Quando chegou o kairós, Daniel orou. Este é um tempo de chuva, então venha orar, porque é tempo de chover.

Assim diz o SENHOR Deus: Ainda nisto permitirei que seja eu solicitado pela casa de Israel: que lhe multiplique eu os homens como um rebanho. Como um rebanho de santos, o rebanho de Jerusalém nas suas festas fixas, assim as cidades desertas se encherão de rebanhos de homens; e saberão que eu sou o SENHOR. (Ez 36: 37-38). 

Deus queria salvar e dar um rebanho de santos e por isso eles deveriam orar, porque tinham a certeza de que Deus queria salvar. Este é um tempo de chuva na sua família, haverá salvação.

Exemplo da célula. 

3- A chuva tira a máscara

Exemplo do cabelo que não pode molhar. 

Chuva é importante também porque ela tira a maquiagem. Quando recebemos a chuva, as máscaras caem. Somos livres da justiça própria e podemos receber favor.

Não há espaço para glorificar o homem quando é Deus quem faz. A chuva faz com que nos posicionemos, tira a nossa passividade. Uma característica da chuva é que se você correr você se molha mais.

Você não pode fugir da chuva. Quando Deus resolve abençoá-lo, você não poderá escapar. As bênçãos virão e o alcançarão. No chuvisco, quando corremos, molhamos mais ainda.