As cláusulas da Nova Aliança

Hoje estarmos na Nova Aliança, mas ainda há muitos irmãos que vivem de acordo com os preceitos da Velha Aliança. No Velho Testamento havia um céu de bronze sobre a cabeça dos homens porque nenhum deles podia cumprir as exigências da lei.

Mas no Novo Testamento não há mais céu de bronze porque o céu foi aberto sobre nós, o senhor quer derramar sua unção em nós, e ele pode derramar porque os céus já estão abertos nas nossas cabeças.

O céu está aberto porque nós estamos em Cristo. Lá no Calvário aconteceu a grande troca. Cristo se tornou o que eu era, para que eu seja o que ele é.

Ele tomou o meu lugar na Cruz para que hoje eu ocupe o lugar que é dele na glória, Cristo é o filho de Deus, eu nunca vi um filho com cerimonias para entrar na presença do pai, o filho entra baseado na justiça de que é filho, estamos em Cristo e temos o que ele tem, se ele é justo nós somos justos, se ele entra, nós entramos, se ele é aceito, nós somos aceitos, se o filho desfruta da presença do pai, nós desfrutamos, porque nosso pai nos ama.

Por isso Deus trate hoje você como se tratasse Cristo, eu e você fomos unidos a Ele. A posição dele é a nossa. Quando chegamos diante de Deus Cristo está chegando junto conosco.

É verdade que o céu está aberto apenas sobre Cristo. A Bíblia diz que no dia do batismo quando Jesus entrou na água os céus se abriram sobre ele: “E eis uma voz dos céus, que dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo.” Mt 3:17.

Isso significa que onde Cristo está o céu está aberto. O céu não está aberto sobre mim ou sobre você individualmente, mas para nos abençoar Deus nos coloca em Cristo. Agora estando em Cristo desfrutamos do céu que está aberto sobre ele, e por isso também podemos entrar.

As cláusulas da Nova Aliança

A lei foi dada por meio de Moisés, mas mil e quinhentos anos depois a graça e a verdade vieram por meio de Jesus Cristo. Hoje a presente verdade é a Nova Aliança, é a graça e a verdade.

Hb. 8:7-12

Porque, se aquela primeira aliança tivesse sido sem defeito, de maneira alguma estaria sendo buscado lugar para uma segunda. E, de fato, repreendendo-os, diz: Eis aí vêm dias, diz o Senhor, e firmarei nova aliança com a casa de Israel e com a casa de Judá, não segundo a aliança que fiz com seus pais, no dia em que os tomei pela mão, para os conduzir até fora da terra do Egito; pois eles não continuaram na minha aliança, e eu não atentei para eles, diz o Senhor.

Porque esta é a aliança que firmarei com a casa de Israel, depois daqueles dias, diz o Senhor: na sua mente imprimirei as minhas leis, também sobre o seu coração as inscreverei; e eu serei o seu Deus, e eles serão o meu povo.

E não ensinará jamais cada um ao seu próximo, nem cada um ao seu irmão, dizendo: Conhece ao Senhor; porque todos me conhecerão, desde o menor deles até ao maior. Pois, para com as suas iniqüidades, usarei de misericórdia e dos seus pecados jamais me lembrarei.

O próprio Deus diz que a Velha Aliança tinha defeito. Deus achou defeito num sistema perfeito porque o seu povo é imperfeito. Agora Deus faz uma nova aliança e ele mesmo diz que cumprirá todas as cláusulas dessa aliança e não há menção de condições impostas ao seu povo.

O texto de Hebreus 8 é uma citação de Jeremias 31:33-34 onde são colocadas as cláusulas da Nova Aliança. O Senhor diz que fará quatro coisas:

  • Na sua mente imprimirei as minhas leis;
  • Eu serei o seu Deus, e eles serão o meu povo;
  • Não ensinará jamais cada um ao seu próximo dizendo: Conhece ao Senhor;
  • Dos seus pecados jamais me lembrarei.

Na sua mente imprimirei as minhas leis

Em primeiro lugar ele diz que vai escrever suas leis em nosso coração. Eu gostaria de poder colocar dentro do meu filho o desejo de comer beterraba, mas não tenho esse poder. Deus, porém, pode e é exatamente isso o que ele fez, ele colocou a sua lei dentro de nós. Hoje nós temos no nosso coração o desejo de fazer a sua vontade.

O problema da lei é que ela não muda o interior do homem. Ela toca apenas o exterior e isso não satisfaz a Deus.

É a história dos mandamentos da casa, lembra, que contei há algumas semanas. A casa é cheia de regras e mandamentos, então Quando a esposa cumpre os mandamentos não faz porque ama ao marido, mas faz porque é um mandamento

Creio que nenhum de nós gostaria de estar casado com uma mulher que nos beija ou dorme conosco porque a lei manda. Nós queremos ser amados.

Agora imagine um casamento segundo a graça. Em vez de dar à minha esposa mandamentos eu decido conquistar o coração dela mostrando a ela o quanto eu a amo. Eu trabalho e faço todo sacrifício para que ela seja suprida e feliz.

Num dia eu chego em casa e a comida não foi feita. Imediatamente eu saio para comprar comida, e se não tem restaurante aberto eu compro os ingredientes e eu mesmo cozinho para ela.

No fim eu lhe pergunto: “você me ama?”  e ela responde: “Como posso não amar? Você me ama tanto que me conquistou com tanto carinho e dedicação”.

A Velha Aliança é “amarás o Senhor teu Deus!” Mas a Nova Aliança é: “nós amamos porque ele nos amou primeiro”. Hoje o nosso amor é uma resposta ao amor dele por nós, por isso teremos avivamento, mas não baseado em um altar que nós construiremos, não baseados em regras e leis que vamos cumprir, amor responde a amor. I Jo.4:19 – Nós amamos porque ele nos amou primeiro.

Eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo

A segunda cláusula da Nova Aliança é: “Eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo”. Essa é uma afirmação poderosa, pois se estivermos doentes, ele será o nosso Deus e nós teremos cura. Se estivermos necessitados ele será o nosso Deus e nós teremos plena provisão.

Quando o anjo veio anunciar o nascimento do Senhor ele disse que o seu nome seria “Salvador”, literalmente “Yeshua”. Não é que ele veio nos ensinar um caminho de como ser salvo, ele veio para nos salvar. Ele mesmo é a nossa salvação.

Essa é uma diferença entre a lei a graça. Quando pregamos a lei nós dizemos às pessoas o que elas precisam fazer, mas quando pregamos a graça nós falamos do que o Senhor faz por elas.

Quando temos uma crise no casamento nós não pensamos que precisamos de um salvador, mas presumimos que devemos aprender como nós mesmos podemos salvar o nosso casamento.

É por isso que muitos pastores pregam um tipo de autoajuda. Se você está em crise no casamento eu vou te ensinar sete passos de como salvá-lo, dez passos de como ter uma união feliz. Tudo isso é o que você mesmo pode fazer, mas viver na graça significa crer que ele mesmo vai nos tirar do buraco.

 Imagine uma pessoa que está se afogando. Você a vê e então lhe atira um livro dizendo: “pega aí! Meu último livro: “como aprender a nadar em cinco lições!” O que ele precisa é de um salvador que o tire da água e o leve para o lugar seguro, mas tudo o que oferecemos são regras para que ele mesmo se salve. Muitos buscam métodos, mas o método que Deus nos dá é Cristo.

Todos queremos aprender como transformar o nosso casamento de água em vinho. Mas não temos como fazer isso a não ser que Jesus seja convidado para fazer o milagre. E quando ele faz, o milagre acontece num instante e não num processo que leva toda a vida.

Se alguém quer produzir um vinho excelente isso vai levar de 15 a 25 anos, mas o Senhor fez o melhor vinho num instante. Você não precisa esperar por tanto tempo, apenas peça ao salvador para te salvar.

Sempre associamos salvação com o ser salvo do inferno e da condenação, mas a palavra salvar é “sozo” e ela significa muito mais que isso. Nós podemos ser salvos de uma enfermidade, de uma vida de pobreza, de um casamento ruim, mas ele não nos salva destruindo o casamento, mas mudando a nossa sorte.

O nosso Salvador quer nos salvar de tudo isso, entrar na sala do trono é ser salvo de todas as crises, o avivamento pessoal é para transformar todas as áreas da sua vida.

Todos me conhecerão

A terceira cláusula é que “todos conhecerão o Senhor, desde o menor deles até ao maior, diz o Senhor”. O conhecimento de Deus hoje é intuitivo dentro de nós. Nós podemos ter comunhão com ele em nosso espírito. Não importa se somos crianças ou velhos, cultos ou iletrados, todos podemos conhecer a Deus.

Dos seus pecados jamais me lembrarei

Por fim na última cláusula da Nova Aliança o Senhor diz: “para com as suas iniquidades, usarei de misericórdia e dos seus pecados jamais me lembrarei.” Essa é a cláusula que torna possível todas as outras.

Debaixo da lei o Senhor disse que visitaria a iniquidade dos pais nos filhos até terceira e quarta geração, mas agora ele não se lembra mais de nossos pecados (Ex. 20:5).

Enquanto Deus se lembra ele julga, mas agora não há mais lembrança de nenhum dos nossos pecados. Isso significa que não há mais condenação sobre nós e nem sobre os nossos filhos e netos.

Na velha Aliança os sacrifícios de sangue de animais apenas cobriam os pecados dos filhos de Israel durante um ano; o processo tinha de ser repetido a cada ano (Hb. 10:3).

Mas agora o sangue de Jesus removeu os pecados – passados, presentes e futuros – dos crentes, completa e perfeitamente, de uma vez por todas (Hb. 10:11-12).

Nós não temos que fazer mais nada, apenas crer. O justo viverá pela fé. O altar já foi levantado, o sacrifício já foi feito, o véu do templo se rasgou em duas partes e eu e você podemos entrar e receber o avivamento que ele tem para nos dar.

Infelizmente muitos crentes ainda vivem debaixo de condenação acreditando que o seu pecado está sempre diante de Deus. Por causa disso vivem na expectativa do juízo e não na expectativa da bênção.

Muitos ainda se achegam a Deus na posição de pecadores, mas você hoje foi declarado justo. Certa vez o Senhor contou uma parábola falando do fariseu e do publicano.

Lc 18.10-14

Dois homens subiram ao templo com o propósito de orar: um, fariseu, e o outro, publicano. O fariseu, posto em pé, orava de si para si mesmo, desta forma: Ó Deus, graças te dou porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros, nem ainda como este publicano, jejuo duas vezes por semana e dou o dízimo de tudo quanto ganho. O publicano, estando em pé, longe, não ousava nem ainda levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: Ó Deus, sê propício a mim, pecador!

Digo-vos que este desceu justificado para sua casa, e não aquele; porque todo o que se exalta será humilhado; mas o que se humilha será exaltado.

Este texto não está ensinando você como se relacionar com Deus hoje, mas a maneira de ser salvo. Quem será salvo é aquele que atendeu o apelo e vem à frente chorando, batendo a mão no peito e pedindo misericórdia ao Senhor porque reconhece que é um pecador.

Mas depois que você é salvo, não precisa mais continuar orando assim. Muitos de nós depois de salvos, continuamos orando como se não fôssemos justos.

Então alguém diz: “Mas está escrito, foi Jesus quem disse.” Não, essa foi a sua oração no primeiro dia. Depois que você fez a oração do pecador você se tornou filho. Se você orar hoje da posição de um pecador Deus não o ouvirá.

Ore como filho: “Pai, eu sou teu filho e sou co-herdeiro com Cristo.  Fui justificado pela fé e hoje tenho a justiça de Cristo. Meus pecados foram todos cancelados e tu não te lembras de nenhum deles”. Essa é uma oração poderosa porque honra a Aliança.

Deus é seu pai. Você é filho e herdeiro. Você não é herdeiro porque comporta bem, você é herdeiro porque é filho.

Muitos não conseguem ter esperança por causa do medo da condenação e da ira de Deus. Mas a verdade é que sobre nós não há mais condenação e o Senhor jurou que não mais se iraria contra nós.

Porque isto é para mim como as águas de Noé; pois jurei que as águas de Noé não mais inundariam a terra, e assim jurei que não mais me iraria contra ti, nem te repreenderia. Is. 54:9

A nossa esperança não é baseada em algo vago e nem é um tipo de salto no escuro, mas está firmada na fidelidade de Deus em sua aliança. O Senhor se comprometeu a nos dar um grande futuro por causa da Nova Aliança.

Farei com eles aliança eterna, segundo a qual não deixarei de lhes fazer o bem; e porei o meu temor no seu coração, para que nunca se apartem de mim. Jr. 32:40