Crer apesar de Tudo

Crer apesar de Tudo

Números 13:25-29 – E eles voltaram de espiar a terra, ao fim de quarenta dias. E caminharam, e vieram a Moisés e a Arão, e a toda a congregação dos filhos de Israel no deserto de Parã, em Cades; e deram-lhes notícias, a eles, e a toda a congregação, e mostraram-lhes o fruto da terra. E contaram-lhe, e disseram: Fomos à terra a que nos enviaste; e verdadeiramente mana leite e mel, e este é o seu fruto. O povo, porém, que habita nessa terra é poderoso, e as cidades fortificadas e mui grandes; e também ali vimos os filhos de Anaque. Os amalequitas habitam na terra do sul; e os heteus, e os jebuseus, e os amorreus habitam na montanha; e os cananeus habitam junto do mar, e pela margem do Jordão.

Estamos falando a respeito de fé, hebreus 11:1 diz que “a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das cosias que não se veem”.

É muito interessante estabelecer alguns paralelos entre o velho testamento e o novo testamento para enxergar a bondade do senhor em nos deixar sua palavra para nos ensinar como caminhar em fé segundo a sua vontade.

Observando o povo de Israel e os problemas enfrentados por eles em sua jornada de fé percebemos como podemos nos precaver em nossas ações para caminhar melhor com o nosso senhor.

Se prestarmos atenção ao povo de Israel vamos perceber profundas características entre eles e nós. Em primeiro lugar eles haviam sido escravos uma vida inteira, no Egito eles eram prisioneiros, não tinham liberdade e se enxergavam como prisioneiros, eles não tinham liberdade e realmente era assim.

Essa escravidão os fez pessoas influenciáveis a ponto de terem suas identidades mexidas pela escravidão e opressão de faraó.  Da mesma forma até termos um encontro com o senhor éramos escravos das pressões espirituais.

Vivíamos manipulados pelo reino de satanás, pressionados por espíritos malignos e não percebíamos porque éramos escravos. Nossa identidade foi severamente marcada, alterada e deteriorada por conta dessas prisões.

Em segundo lugar, a auto estima do povo de Israel era a mais baixa possível. Como eles estavam no mais baixo nível social, eram escravos, não tinham como a identidade deles ser pior.

Da mesma forma, uma vez no pecado, nenhum homem tem a autoestima elevada, a condição de escravo do homem no pecado deteriora sua identidade totalmente. Tora-se incapaz de pensar além dos limites que lhe é imposto.

Em terceiro lugar o povo de Israel no Egito não possuía propriedade, eles não tinham nada, não tinham casa, não tinham dinheiro, nem salário, nada. Eles não tinham direito algum, para coisa alguma porque eram escravos.

A autoimagem que essa gente desenvolveu é que não tinham esperança para nada. Eles não tinham expectativa nenhuma que as coisas mudassem e, assim, foi por gerações. Tudo isso testemunhava contra a fé daquele povo.

Assim também éramos nós no pecado, de repente perdemos a perspectiva de Deus e não conseguimos mais alcançar esperança. Se há algum sonho para os que estão distantes de Deus, são meramente sonhos voltados para o esforço próprio, que não trazem expectativa alguma além daquilo que os olhos podem ver.

A vida de repente, esvazia-se em si própria e passa a ser uma montanha-russa de desejos e emoções egoístas e sem propósito existencial algum.

Crendo apesar do tempo de espera.

Conta a história de uma família paulistana muito rica, eles moravam  com a sua família em uma grande e confortável casa aqui em SP, até a morte do patriarca da família que deixou uma grande herança para a mulher e os filhos.

Os filhos decidiram se mudar para o mato grosso na mesma época da construção de Brasília e investiram toda a herança que receberam na compra de maquinas agrícolas, compraram fazendas, equipamento de plantio.

Só que nada deu certo e eles acabaram perdendo o tudo o que tinham, a falência da família foi tão grande que não sobrou dinheiro nem para mandar a mãe de volta para SP com os moveis de casa.

Depois que o filho mais velho da família se casou e teve filhos e os filhos cresceram eles também presenciavam a realidade de não ter nada, viveram em completa miséria.

A família sofreu muito, somente quando os filhos do primigênio eram adolescentes, tinham aceitado a Jesus é que surgiu uma oportunidade de comprar uma casa financiada.

O pai da família tinha como pagar as prestações, pois cabiam no orçamento, mas mesmo assim, tendo condições, ele dizia que era impossível comprar aquela casa, porque as prestações eram altas e ele tinha medo de quebrar e perder tudo de novo.

O fato é que esse pai ficou marcado pelas perdas e não acredita que poderia ter alguma coisa. Quando aquilo que esperamos não acontece, e se passa muito tempo, começamos a perder a fé de que é possível haver alguma alteração no quadro em que estamos.

Aquele sonho se tornar realidade, aquele casamento que nunca veio, aquele filho ou marido que nunca foi liberto, aquela célula que não cresce e nunca multiplica, aquela casa que nunca veio, aquele emprego que nunca veio, aquela solução para o problema que nunca acontece, aquele conjugue que nunca muda, tudo isso começa e virar realidade que doutrinam as pessoas na incredulidade, na “arte do impossível”.

Aquele primogênito por exemplo se tornou preso nas suas experiências de perdas por tempo demais, isso o levou a uma vida resignada sem nenhuma esperança de mudança.

Isso foi tão grave que os filhos se acostumaram a não ter nada, a não esperar que a vida melhorasse e que pudessem ter algum conforto. Cresceram em um ambiente onde tudo era extremamente árduo, duro e difícil de se conseguir.

Essa família que falamos foi assolada com a falta de fé, e a mesma falta de fé para com as coisas naturais e os bens materiais, também afetava a vida deles com falta de paz, harmonia, falta de expectavas de um dia ter uma formação profissional, tudo isso aconteceu porque essa família desenvolveu uma mentalidade de escravo, e essa mentalidade se prolongou tempo demais.

Aconteceu da mesma forma com a nação de Israel, mesmo estando debaixo das mãos de um Deus todo poderoso, eles permaneciam se vendo através da antiga identidade, marcada pelo passado.

A nós pertence a batalha da fé.

2 Co 5:7 – Porque vivemos por fé, e não pelo que vemos.

Há uma questão muito interessante de se observar quando estudamos o período de escravidão dos judeus no Egito. O fato é que o povo de Israel nunca enfrentou o exército de faraó cara a cara.

Eles nunca tiveram que tirar a espada para lutar contra os egípcios, nem tiveram que entrar em uma luta de fato, para Deus liberta-los de lá. Esse fator é importante para notarmos a verdade de que não somos nós que devemos lutar contra o diabo afim de conquistar nossa libertação, pois o próprio Deus é que luta por nós, essa batalha foi conquistada na cruz.

Os Israelitas não possuíam um exercito regular e treinado. Nunca houve confronto direto entre os Israelitas e os Egípcios, foi o senhor que lutou suas batalhas para liberta-los de faraó.

O processo de libertação é feito e estabelecido por Deus, e uma vez livres, começamos a saga para alcançarmos a terra que o senhor nos prometeu.

Para tomarmos posse das promessas de conforto, para conquistarmos território e avançarmos no reino de Deus, temos de entrar no descanso da fé. Essa mudança de atitude foi justamente o fato que eles não estavam acostumados.

Semelhantemente somos nós, não fomos libertos por nós mesmos, todo trabalho foi feito por Deus. Contudo, precisamos de uma atitude, ou seja, um novo estilo de vida a ser adotado permanentemente. A única luta que somos convidados a lutar é a luta do Descanso e essa é a verdadeira batalha da fé.

Precisamos avançar nas promessas do propósito de Deus para nós e esse avanço está relacionado a saber que somos amados, que nunca seremos esquecidos. Essa é a batalha da fé, fé na certeza de que somos amados.

A mentalidade de escravo te impede de descansar, escravo não descansa, escravo só trabalha baseado no esforço próprio, mas os dá fé descansam debaixo das asas do pai.

Is 40:29 – Ele fortalece o cansado e dá grande vigor ao que está sem forças.

Uma vez livres, o povo de Israel não entendeu essa postura de fé, nem se dispôs a se apresentar ao senhor nessa nova atitude de fé. Note que Deus mostra a terra para eles, mas os Israelitas somente enxergavam os problemas, as dificuldades e os inimigos, por causa da mentalidade de escravo que eles tinham, os problemas encontrados na terra da promessa gerou medo no povo de Israel, e não tem nada pior que um escravo amedrontado, ele para.

Qual deveria ter sido a postura de fé dos Israelitas em frente as dificuldades? “pera lá, estamos aqui e Deus nos disse que essa terra seria nossa, e daí que tem gigantes na terra, foi Deus que falou ele vai fazer, como eu não sei, mas eu descanso na promessa de que ele vai nos dar a terra”.

Exemplo do novo prédio.

Essa deveria ser a postura de fé deles, mas infelizmente os israelitas, em sua mentalidade de escravo, com identidade de escravo, não se prontificaram enfrentar o inimigo e descansar que o senhor os daria a vitória.

Lembrando que descanso não é passividade. Com aquela identidade lastimável, ainda escravizada, o povo mergulhou na incredulidade. Sem a fé para lhes mover ao avanço e sem descanso, o temor e o medo os levou a se acovardarem e a se intimidarem, e eles recuaram inseguros e medrosos.

Irmãos para permanecer no propósito de Deus e alcançarmos os frutos de sua promessa, temos de abraçar a batalha da fé e resistir a todo ataque do diabo contra ela. Qual é a fé que estamos nos referindo aqui? A fé de que Deus QUER nos abençoar, a fé de que estamos e permanecemos debaixo do favor de Deus.

Naquela ocasião, as consequências da incredulidade foram agudíssimas. O povo desmoronou imediatamente em suas emoções, o desanimo, a melancolia imediatamente tomou conta deles.

Isso aconteceu porque a esperança do povo se acabou naquele momento, juntamente, com o momento em que enterraram sua fé. Então eles começaram a buscar culpados, a murmurar e perderam por completo os “freios da boca”.

Os piores absurdos e acusações injustas começaram a ser ouvidas no arraial, divisão, derrota e murmuração tomaram conta do povo. E a promessa de Deus, como fica nessa história? Como sabemos, ela foi adiada até que houvesse outra geração de fé que se dispusesse a ter uma atitude de crer em Deus.

É exatamente assim que acontece com muitos crentes nos dias de hoje, Deus já os libertou do domínio de faraó, mas eles ainda pensam que precisam fazer alguma coisa para serem libertos ou para conquistar algo, como se Deus fosse se agradar com o esforço próprio, quando ele percebe que é muito complicado, que existem gigantes ele para e fica se lamentando.

É uma guerra contra a impossibilidade de um suprimento em determinada área, contra um bloqueio em outra, contra uma fragilidade sempre acentuada em qualquer situação de pressão.

A questão não é a circunstância que enfrentamos, mas sim o modo como olhamos para cada uma delas. Diante das dificuldades temos duas perspectivas, ou olhamos com os olhos da fé e do descanso, ou olhamos sobre a perspectiva marcada pela escravidão.

Se escolhermos a perspectiva da escravidão estaremos sempre parados, amedrontados e nunca avançaremos para desfrutar tudo aquilo que Deus tem para nós.

Liberte-se do pensamento de identidade escrava.

Observar o pensamento desse povo segundo a visão bíblica é interessante. Ao visitarem a terra, eles fizeram um relatório intrigante, perceba o que é um pensamento enraizado na identidade escrava.

Diante da “imagem” da terra que o senhor deu, diante das promessas maravilhosas de Deus quanto ao lugar que manaria leite e mel, os olhos dessa gente incrédula viram somente o povo que ali habitava, um povo que devora seus moradores.

Segundo o texto de Números, disseram: “….também vimos ali gigantes” e,   mais uma vez, por essas palavras, o problema do “foco” e da identidade de escravo retoma sobre eles.

Então eu pergunto: onde está seu foco? No descanso ou no seu esforço?

“pastor já tem 30 anos que tenho esse problema, já tentei de tudo para me livrar desse pecado, essa compulsão me domina, não consigo me livrar dela, minha célula eu já tentei de tudo para multiplicar, já me esforcei de todos os lados, e esse emprego que não supre as minhas necessidades, será que vai ser sempre assim?”

Esses são pensamentos de incredulidade, o fato é que nos acostumamos a ver, ouvir e dizer coisas em harmonia com um relatório negativo, essas coisas nos cercam e por fim acabamos aceitando.

O nosso problema básico está relacionado à nossa identidade. As pressões fazem com que desenvolvamos uma identidade incrédula naquilo que somos no senhor, e para vencer essa identidade precisamos aprender a descansar em Deus.

Aí você pergunta, “Como eu descanso em Deus?” descansamos na certeza de que somos amados e somos guardados no senhor, o nosso alvo de fé é descansar.

Quero que você pense sobre isso, pense sobre os fatos que te cercam, pense sobre a sua posição diante das preções, você tem sido escravo de uma identidade incrédula?

Caso a sua resposta seja sim hoje mesmo é tempo de você se voltar para o senhor e entrar no descanso que ele pode oferecer, o descaso da certeza que meu pai me ama e cuida de mim.

Reunir em célula para orar.