A Estratégia do diabo é a Intimidação

A Estratégia do diabo é a Intimidação

Nestes dias temos falado a respeito de fé, uma fé que vai nos capacitar para ver obras ainda maiores do que as que temos visto ao logo de todos os anos, mas o diabo vai tentar minar essa fé, e uma das estratégias que ele usa é a intimidação.

O livro de Neemias tipifica a edificação da casa de Deus. Em Neemias aprendemos sobre as estratégias do diabo e como anulá-las.

Existiam espíritos que procuravam resistir a obra de Deus naqueles dias e ainda hoje procuram resistir à edificação da igreja.

Havia um home em Samaria, cujo o nome era Sambalate, que fez de tudo para desviar Neemias e todo o povo do propósito da construção do templo.

Sambalate é um símbolo de satanás. O nome “satanás” significa adversário, ele é responsável por toda a oposição a Deus e a seus servos, mas devemos saber que ele é um inimigo derrotado.   I Jo 4:4 – Filhinhos, vós sois de Deus e tendes vencido os falsos profetas, porque maior é aquele que está em vós do que aquele que está no mundo.

Tão logo Sambalate toma conhecimento da chegada de Neemias, começa a reação:

Ne 2:10 -Disto ficaram sabendo Sambalate, o horonita, e Tobias, o servo amonita; e muito lhes desagradou que alguém viesse a procurar o bem dos filhos de Israel.

Ele sabia, que com os muros restaurados e as portas em seu devido lugar, já não terá condições de conservar as vidas em suas prisões.

Envolver-se na edificação da igreja é entrar num confronto aberto contra as forças invisíveis das trevas. Haverá pressões para nos cansar, desgastar, esmorecer e desistir, para que almas continuem sobre  controle do inimigo.

Precisamos entender que a luta terá vários estágios, Deus não gera esses conflitos, mas usará deles para gerar em nós uma identidade de guerreiros que não depõem as armas até que a vitória esteja completa.

Isso fará com que o inimigo recue, sabendo que estamos determinados a forçálo a sair do caminho, pois sabemos o que queremos e para onde vamos, e não haverá nada que nos fará para no meio da luta. A qualquer preço, a obra de Deus será feita.

1º – Intimidação pela depreciação

Ne 4. 1 e 2 – Tendo Sambalate ouvido que edificávamos o muro, ardeu em ira, e se indignou muito, e escarneceu dos judeus. Então, falou na presença de seus irmãos e do exército de Samaria e disse: Que fazem estes fracos judeus?

Permitir-se-lhes-á isso? Sacrificarão? Darão cabo da obra num só dia?

Renascerão, acaso, dos montões de pó as pedras que foram queimadas?

Está será a primeira investida de satanás e seus demônios: o escarnio e a zombaria.

Ne 4.3 – Estava com ele Tobias, o amonita, e disse: Ainda que edifiquem, vindo uma raposa, derribará o seu muro de pedra.

A voz do escárnios vem daqueles que nos cercam ou através de pensamentos, mas sua origem é o adversário. Na hora em que você começa a investir na obra de Deus, logo virão as vozes de pessoas bem próximas para dizer: “o quê? Você está brincando! Você vai liderar célula? Não acredito!” creia que está é a voz do diabo tentando nos intimidar.

O inimigo tenta nos intimidar supostamente mostrando as nossas fraquezas ou incapacidades naturais. Ele diz: “Como Deus pode usar alguém como você? Você não tem capacidade. Você nem sabe como fazer. Você nunca fez um curso superior e agora quer ser pastor? Você pode até tentar fazer algo, mas em pouco tempo tudo irá se destruir”.

O alvo do diabo é nos fazer olhar para nós mesmos. Assim como Pedro começou a afundar quando desviou os olhos do senhor e passou a reparar na força do vento, nós também ficamos desanimados quando olhamos para nós mesmos.

Irmãos, não precisamos estar conscientes de nós mesmos, mas precisamos tomar consciência de Cristo, de quem ele é em nossas vidas. Tape seus ouvidos, e concentre suas energias mentais, físicas e emocionais na edificação da obra.

Se quisermos vencer o diabo, temos que tapar os ouvidos a todo comentário que instila desanimo, incredulidade e fracasso. Ouça apenas a voz do espírito de Deus e permaneça com a mão na obra e ele te prosperará.

Ne 4. 4 a 6 – Ouve, ó nosso Deus, pois estamos sendo desprezados; caia o seu opróbrio sobre a cabeça deles, e faze que sejam despojo numa terra de cativeiro. Não lhes encubras a iniquidade, e não se risque de diante de ti o seu pecado, pois te provocaram à ira, na presença dos que edificavam.

Assim, edificamos o muro, e todo o muro se fechou até a metade de sua altura; porque o povo tinha ânimo para trabalhar.

2º – Intimidação por meio da confusão

Ne 4. 7 a 8 – Mas, ouvindo Sambalate e Tobias, os arábios, os amonitas e os asdoditas que a reparação dos muros de Jerusalém ia avante e que já se começavam a fechar-lhe as brechas, ficaram sobremodo irados. Ajuntaram-se todos de comum acordo para virem atacar Jerusalém e suscitar confusão ali.

Quando a obra começar a se tornar visível, satanás envolvera seus príncipes e demônios para virem contra nós, haverá uma grande conspiração. Quando vier o ataque, não fique lamentando ou em autocomiseração, nem se entregue ao desânimo, não entre em pânico.

A maneira mais frequente de causar confusão é produzindo múltiplas visões e direções dentro de uma mesma obra. Com isso as pessoas param de trabalhar porque não compreendem o que é para ser feito e nem como deve se feito.

Alguém diz que precisamos ter relatório das células, outro se levanta e diz que todo relatório é errado e com isso toda a liderança fica paralisada.

Ne 4: 9 – Porém nós oramos ao nosso Deus e, como proteção, pusemos guarda contra eles, de dia e de noite.

Esses ataques quase sempre vêm através das pessoas que nos cercam.

3º – Intimidação pelo medo

Ne 4:11 – Disseram, porém, os nossos inimigos: Nada saberão disto, nem verão, até que entremos no meio deles e os matemos; assim, faremos cessar a obra.

Quando o inimigo percebe que não consegue impedir a realização da obra, ele projeta nos tirar do caminho. É preciso, porém, não esquecer que ele jamais conseguirá nos destruir.

Rm 8:37 – Em todas estas coisas, porém, somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou.

Ne 4: 13 e 14 – então, pus o povo, por famílias, nos lugares baixos e abertos, por detrás do muro, com as suas espadas, e as suas lanças, e os seus arcos; inspecionei, dispus-me e disse aos nobres, aos magistrados e ao resto do povo: não os temais; lembrai-vos do Senhor, grande e temível, e pelejai pelos vossos irmãos, vossos filhos, vossas filhas, vossa mulher e vossa casa.  Precisamos de discernimento do espirito para perceber a ação do inimigo, hoje, nem sempre temos ameaças de morte, mas mesmo assim sofremos muitas ameaças com o intuito de nos intimidar pelo medo.

Há aqueles que dizem: “Cuidado com essa mensagem da graça, ela vai destruir as pessoas da sua célula, se você ficar falando isso que seu pastor ensina as pessoas vão cair em pecado”. Eu vivo escutado que se eu continuar a ensinar a graça as pessoas vão parar de contribuir e a igreja vai morrer.

Perceba que essas ameaças também são assustadoras, creia nenhum pastor quer que a sua igreja acabe, nenhum líder de célula quer que a sua célula feche, é normal temer que as pessoas nos abandonem, e por isso muitos ficam intimidados.

Entenda de uma vez por todas que as ameaças satânicas virão contra nós, mas todo o projeto do diabo cairá por terra e nós sairemos vitoriosos e fortalecidos enquanto nos firmarmos na direção que o espirito nos dará.

Diante de cada investida, abra a boca e proclame com ousadia: “seja dissipado o conselho do inimigo, e que se estabeleça os desígnios do senhor em nossas vidas”.     Irmãos, creiam que existe um modo de trabalhar em tempos de ameaças:

Ne 4 16 e 17 – Daquele dia em diante, metade dos meus moços trabalhava na obra, e a outra metade empunhava lanças, escudos, arcos e couraças; e os chefes estavam por detrás de toda a casa de Judá; os carregadores, que por si mesmos tomavam as cargas, cada um com uma das mãos fazia a obra e com a outra segurava a arma.

Note que eles estavam prontos para o ataque e para a defesa, mas não paravam de trabalhar. Assim também devemos fazer, não parar o que estamos fazendo, mas devemos estar em estado de alerta constante, com nossas armas afiadas e prontas para entrar em ação a qualquer momento.   Devemos estar revestidos de toda a armadura de Deus para podermos resistir no dia da batalha e permanecer inabaláveis. (Ef 6. 10 – 20).

Não podemos estar sozinhos, precisamos estar juntos e em unidade na obra:

Ne 4.19 – Disse eu aos nobres, aos magistrados e ao resto do povo: Grande e extensa é a obra, e nós estamos no muro mui separados, longe uns dos outros.

Estar junto é bem mais do que estar próximo geograficamente, mas é estar edificando uma mesma obra, com uma mesma visão, uma só linguagem e uma mesma mensagem.

O povo estava disperso, cada um no seu trabalho, mas ao toque da trombeta todos deveriam se achegar a Neemias para as instruções e comandos de ação. O toque da trombeta é um símbolo da palavra que é liberada. Nós vencemos a intimidação por meio da palavra do evangelho da graça.   Por fim, precisamos ter certeza de que o nosso Deus pelejará por nós, Ne 4:20 – No lugar em que ouvirdes o som da trombeta, para ali acorrei a ter conosco; o nosso Deus pelejará por nós.

Precisamos ter certeza de que a batalha é do senhor.

Jr 20:11 – Do senhor é a guerra e Ele está conosco como um poderoso guerreiro. Estamos destinados à vitória, porque ele está conosco, em nós e por nós.

4º – Intimidação pela distração

Ne 6: 1e 2 – Tendo ouvido Sambalate, Tobias, Gesém, o arábio, e o resto dos nossos inimigos que eu tinha edificado o muro e que nele já não havia brecha nenhuma, ainda que até este tempo não tinha posto as portas nos portais, Sambalate e Gesém mandaram dizer-me: Vem, encontremo-nos, nas aldeias, no vale de Ono. Porém intentavam fazer-me mal.

Quando estamos envolvidos numa grande obra, sempre virá alguém dizendo que estamos preocupados apenas com o nosso reino, que apenas nos importamos com a nossa própria obra local. Dizem isso porque querem a nossa adesão a alguma de suas atividades. Normalmente, são coisas aparentemente boas, mas que nos distraem da edificação.

As vezes é um parente dizendo que você não tem mais tempo para a família, ou seu chefe que agora quer que você faça hora-extra domingo de manhã, ou o programa de esportes que você gosta muito e não quer perder, ou quem sabe até o cansaço da semana que tenta manter você preso em sua cama bem aos domingos pela manhã.

Existe todo tipo de distração, esteja pronto para percebê-la. O Grande sinal que estamos distraídos é que a obra de edificação se torna lenta ou até mesmo para. Este é um plano maligno com o fim de fazer parar a obra. Mas não há lugar para tréguas, para depor as armas. O inimigo é falso e astuciosos e arranja um modo de nos distrair e tirar do foco.

O modo de enfrentarmos essa nova forma de ataque é a resusa ao compromisso com o inimigo:   Ne 6:3 e 4 – Enviei-lhes mensageiros a dizer: Estou fazendo grande obra, de modo que não poderei descer; por que cessaria a obra, enquanto eu a deixasse e fosse ter convosco? Quatro vezes me enviaram o mesmo pedido; eu, porém, lhes dei sempre a mesma resposta.

Irmãos nós não paramos porque temos um alvo: a edificação da Igreja e a conquista de nossa geração pela pregação do evangelho da graça.